“Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor!” (Clarice Lispector).
Na maioria das vezes vamos ao encontro das pessoas para suprir nossos vazios e carências. Esta forma de encontro ainda é egoísta, pois buscamos nas outras pessoas aquilo que nos falta, aquilo que precisamos para nos preencher. O amor cristão nos impele a ir para levar um pouco de nós, ou, melhor ainda, para partilhar, para permitir que o encontro flua na sinergia eu-tu de maneira suave, sem cobrança, sem expectativas...
Na experiência do amor, carência e necessidade não são as mesmas coisas. Na carência estamos na falta, queremos satisfação; na necessidade buscamos para plenificar, vamos porque há uma atração no coração e na alma. A necessidade de plenitude nos faz buscar Deus para que Ele seja tudo em nós... E nós, plenos n’Ele!
Abraços terapêuticos,
Frei Paulo Sérgio, ofm
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